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Aula 5 – As Formas Geométricas

Posted by Marcio Parente on 1 de Abril de 2015 in Intermediário |

Muito daquilo que observamos no dia-a-dia pode ser reduzido a formas geométricas simples – quadrados, triângulos, retângulos e círculos.  No entanto, a grande ênfase que nossa percepção visual confere aos detalhes muitas vezes impede a observação dessas formas básicas. É importante levar esse aspecto em conta quando se trata de compor desenhos ou entender obras de outros artistas. Considerar aquilo que vemos em termos de formas geométricas simples possibilita organizar melhor nossa percepção e lidar com “blocos de construção”, e não apenas com detalhes.

 

É difícil perceber formas geométricas simples, mesmo quando elas se apresentam de maneira relativamente evidente. Nossa tendência é atribuir-lhes um significado adicional, associando-as a algumas experiências ou informação guardadas na memória. Quando traçamos uma linha horizontal de um lado a outro do papel, criamos dois retângulos. Os olhos e a mente, porém, são levados automaticamente a enxergar uma paisagem simples (A), onde a linha representa o horizonte, sendo a parte de cima o céu e a parte de baixo a terra. Num sentido mais amplo, desenhos com grande ênfase horizontal tendem a criar uma sensação de descanso, calma e paz. As formas piramidais também são associadas à sensação de paz, serenidade e equilíbrio. As divisões verticais, por outro lado, sugerem interiores, por lembrarem janelas, portas ou cantos de quartos (B). As linhas diagonais tendem a transmitir uma sensação de movimento, ação ou inquietação (C). Em todos estes casos, o círculo amplia os efeitos sobre nossa percepção, assumindo o papel de um sol.

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De modo geral, percebemos as formas geométricas de três maneiras. As mais simples de observar são as formas óbvias de determinados objetos do cotidiano, como telhados triangulares e portas retangulares. Um pouco mais difícil de captar são as formas geométricas amplas que definem objetos aparentemente mais complicados (como uma árvore sem folhas no inverno). O traçado detalhado dos galhos de uma árvore pode ser tão complexo que acaba tornando difícil determinar sua forma implícita. Por fim, podemos perceber divisões geométricas dentro da própria composição, captando a ordenação das diversas formas entre si.

 

Composição

A composição é essencial para um resultado satisfatório. Mesmo que as partes individuais do desenho estejam bem resolvidas, se forem distribuídas inadequadamente comprometerão o efeito final e o interesse do espectador se dispersará. Fazer uma boa composição significa selecionar com cuidado os elementos que integrarão o desenho para dispô-los de maneira harmoniosa. Embora com a experiência esse processo se torne automático em pouco tempo, o conhecimento das regras básicas irá ajudá-lo a compor desde o início. Você poderá encontrar trabalhos de grandes artistas que desprezam as regras de composição. Mas, tenha em mente que só é possível romper com as regras depois de conhecê-las. Leve em conta as linhas gerais aqui expostas, até que seu senso de composição tenha tido chance de se desenvolver. Com o tempo você poderá arriscar composições menos ortodoxas.

 

Reflexões Sobre o Tema

Todo trabalho precisa de um tema principal, um ponto de interesse para o qual os olhos do espectador sejam imediatamente atraídos. Ao considerar as possibilidades, pense nos aspectos que tornam seu tema interessante e componha o trabalho de forma a ressaltá-los. Se o tema for uma casa situada no meio de uma paisagem sombria e deserta, talvez seja interessante deixá-la perdida em meio a grandes extensões de céu e terra. Ao contrário, na composição de uma coleção de objetos, os diversos elementos precisam preencher uma área bem maior do desenho, a fim de captar o interesse do espectador. Em ambos os casos, a ênfase dada ao tema e sua localização refletem a intenção do artista. E é isso que constitui a essência da boa composição.

 

Embora pareça lógico situar o tema principal no meio do trabalho, esta solução costuma criar um resultado monótono, a não ser que o artista aplique um senso estético muito apurado. Até adquirir maior prática, é mais seguro situar o tema ligeiramente fora do centro, a cerca de 1/3 de distância de um dos lados do desenho. Essa norma se torna útil também para determinar a localização das linhas do horizonte e de temas secundários. Basta dividir a área em três, horizontal e verticalmente, e situar os pontos de interesse onde as linhas se cruzam.

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A – O tema está no centro do desenho. O resultado é monótono, pois os olhos do observador não têm para onde ir depois de se fixar na árvore.

 

B – O tema está no terço da direita, levando o olhar do observador a atravessar a composição em direção a ele, criando mais interesse.

 

C – O tema na interseção das linhas cria equilíbrio entre ele, o fundo e a área do céu.

 

D – A mesma regra é aplicada aqui ao ponto de interesse de um tema maior (a cabeça do gato).

 

E – O tema principal (cabeça) e o secundário (igreja) estão situados em interseções opostas. Esta solução proporciona um maior equilíbrio.

 

Uma boa composição deve dirigir o olhar do observador para dentro do desenho, e não para fora. Na composição de paisagens, elementos como estradas, cercas e regatos geralmente fornecem linhas visuais naturais. Se essas linhas fizerem o olhar do observador se dispersar, você deve interrompê-las colocando objetos verticais, como árvores ou casas. Isso manterá a atenção do observador no tema principal.

 

Espaços abertos são tão importantes para uma composição quanto os temas que a compõem. Evite preencher toda a área do desenho com detalhes. O exemplo abaixo mostra como um espaço em branco pode ser utilizado para criar uma atmosfera “achatada”, desolada das grandes pradarias. Mas composições como essas só dão certo quando se presta bastante atenção às formas criadas por esses espaços, especialmente nas áreas em que eles limitam com o tema.

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O Arranjo dos Motivos

Ao combinar um conjunto de motivos para a elaboração de um desenho, corre-se o risco de agrupá-los de maneira desinteressante. Na verdade, a mais simples coleção de objetos pode causar forte impacto, se forem convenientemente agrupados. Uma primeira recomendação é situar a linha do ângulo de visão bem acima do centro do desenho, colocando os motivos a distâncias variáveis dessa linha. Esse tipo de organização espacial dos elementos garante um sentido de profundidade à composição e permite que os olhos do observador se movimentem em torno dos objetos. A sobreposição de motivos em alguns pontos cria espaços interessantes tanto no fundo como no primeiro plano. Procure sempre quebrar a linha do ângulo de visão com alguns ou com todos os objetos, para que eles não fiquem perdidos no primeiro plano.

 

EVITE FILEIRAS 

 

No exemplo A, a disposição dos objetos em fileira sobre a linha do nível do olho torna a composição monótona. No exemplo B, eles são trazidos para frente, interrompendo essa linha e dando mais unidade à composição. A sobreposição de duas formas contrastantes também acrescenta interesse e imprime tridimensionalidade à composição.

 

VARIE A ESCALA

 

O exemplo C enquadra-se nas regras da composição, mas a equivalência de tamanho dos objetos e sua colocação em planos próximos subtraem o interesse. A figura D apresenta uma solução melhor, onde elevou-se a linha do nível do olho e um dos objetos aparece em escala reduzida, conduzindo o olhar mais para o fundo do quadro.

 

DÊ UNIDADE AO TEMA

 

Se o tema for uma coleção de objetos, eles devem estar bem relacionados entre si. Além disso, os espaços do fundo devem complementar adequadamente o conjunto. No exemplo E nada disso ocorre e os objetos parecem perdidos dentro do desenho. Em F, os objetos estão bem relacionados, o que lhes dá maior projeção.

 

AS LINHAS CORRETAS

 

Um desenho fica mais interessante quando seu tema pode ser abordado visualmente de diversas maneiras. O desenho G, além de bons contrastes de textura e padrões, apresenta uma linha de nível do olho curva, de efeito intrigante. No desenho H, o canto ao fundo dá a impressão de que o tema pode ser visto tanto de cima como de ambos os lados.

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A diversidade é sem dúvida um dos aspectos que mais contribuem para criar interesse num desenho. Além da escolha do tema, procure considerar os seguintes pontos:

 

Movimento: Estabeleça contrastes entre o elementos estáticos e outros mais plásticos.

 

Equilíbrio: Crie oposição entre cenas próximas e objetos distantes. Isso dá profundidade e permite variação nos tamanhos reais dos elementos, evitando monotonia.

 

Formas: Use formas diferentes, contrapostas ou sobrepostas.

 

Texturas: Leve em conta certos efeitos fáceis de obter, como dar realce a uma superfície de vidro, colocando ao lado dela, por exemplo, um pedaço de pão, ou criando contrastes entre madeira e metal.

 

Composição com Formas

Com o uso adequado das formas geométricas você pode criar variedade, salientar seu motivo, contrapor uma figura a outra e estabelecer equilíbrio e harmonia em seu trabalho. Não há fórmulas prontas para isso; mas algumas maneiras de organizar e utilizar a geometria assegura um bom começo para sua composição. Ao dividir seu trabalho no sentido vertical e/ou horizontal em terços, você estabelece automaticamente proporções confortáveis, que permitem equilibrar o desenho com formas complementares. Se cortar a composição ao meio, correrá o risco de ter um resultado desinteressante, embora, excepcionalmente, alguns bons desenhos se baseiem na simetria.

 

Outro ponto de partida é limitar-se a uma ou duas formas básicas e montar um padrão com elas. Tenha o cuidado de variar as formas e os tamanhos das figuras escolhidas para evitar uma repetição monótona. Variando o tamanho de duas figuras semelhantes, você pode criar uma impressão de distância e perspectiva. Formas sobrepostas causam efeito semelhante, fazendo com que a da frente pareça mais próxima. As diagonais (triângulos, retângulos vistos em perspectiva ou linhas isoladas) têm o poder de guiar os olhos, conduzindo-o através do plano do desenho ou para dentro dele.

 

EQUILÍBRIO

A forma triangular da moça no primeiro plano desloca o interesse da composição para a esquerda. As folhas com formas triangulares atraem os olhos para a direita e dão equilíbrio visual. As linhas verticais, horizontais e diagonais apontam para o motivo.

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SOBREPOSIÇÃO

Ao arranjar triângulos e retângulos em planos sobrepostos, você cria uma impressão de grande distância. A elevação triangular do canto inferior direito indica o primeiro plano; a torre da igreja comanda o plano intermediário e a montanha, no fundo, confere a noção de escala.

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CONTRASTE

A forma triangular implícita no vazo de flores é contrabalanceada pelas formas retangulares; o tampo horizontal da mesa, livros e quadro (ou janela). A pequena diagonal do apoio de livros acompanha a linha diagonal, menos evidente do motivo.

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Formas e Padrões

Formas contrastantes, que podem ser grossas e finas, verticais e horizontais, angulosas e cilíndricas, conferem dinamismo a uma composição. Procure vê-las como massas e contornos, e não deixe de considerar as formas negativas, que automaticamente se delineiam ao seu redor. Dessa maneira você pode ajustar os vários elementos como numa colagem, até compor um todo harmonioso e integrado. Não se limite as formas do objeto. Luz e sombra produzem formas próprias, e geralmente as formas das sombras são mais interessantes que as dos objetos que a projetam.

 

Mas não é só com as formas que você pode jogar para dar maior impacto à composição. As diferenças de padrão também contribuem muito para alcançar tal objetivo. O padrão permite gerar zonas de interesse tão importantes quanto as formas. O padrão está ligado a seqüencialidade, ao ritmo e a repetição; e com uma combinação adequada de forma e ritmo, a composição pode ganhar em contraste mantendo um equilíbrio no todo. No desenho a seguir, podemos observar que o trem e o poste telegráfico, traçados com simplicidade, assumem grande força composicional em virtude de suas posições contrastantes, enquanto os padrões das paredes e das janelas da fábrica contrastam com as massas escuras e grossas do trem e do poste.

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Como Criar Unidade

Dar unidade a um desenho significa integrar todos os seus elementos de modo que fiquem em harmonia, não permitindo que eles disputem entre si a atenção do observador. Um desenho que apresenta unidade causa impacto imediato, por mais variado que seja o motivo. Ao contrário, quando ela esta ausente, dificilmente o desenho é bem sucedido, pois o observador fica sempre sem saber para onde deve olhar. Você pode integrar as partes de um desenho já na fase da composição, repetindo elementos comuns, ou procurando formar padrões rítmicos que percorram o trabalho, como se fossem as estradas principais de um mapa.

 

Os exemplos a seguir demonstram o mais direto desses recursos.

No exemplo falta unidade, e nenhum elemento individual se destaca. Os objetos isolados podem ser atraentes e interessantes isoladamente, mas quando combinados não fazem nada além de competir entre si.

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O exemplo B parece mais harmonioso, pois a repetição de um dos elementos (o veleiro) através da composição dispensa a inclusão dos outros. Observe como isso cria um ritmo visual que dá unidade ao desenho. A repetição de elementos contribui para dar unidade, mas, se não houver variação, o desenho pode ficar monótono. Ao repetir os veleiros colocando-os numa fila regular, o desenho apresenta unidade, mas parece enfadonho com um padrão rítmico interessante.

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No exemplo C, foi incluído um segundo elemento (o sol), cuja forma circular estabelece um contraponto com as formas angulares das velas. Isso criou um contraste, prendendo o olhar do observador e atraindo sua atenção diretamente para o motivo principal da cena (os veleiros), dando maior força ao desenho. Quando se introduz apenas um elemento contrastante, corre-se o risco dele parecer forçado, dividindo a atenção do observador. Se isso acontecer, devemos repetir a figura em outro lugar, de maneira a criar certa harmonia. Neste caso, a repetição das formas curvas do sol nos pequenos reflexos sobre a água resultou numa harmonia mais vívida.

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Simplificação

Ao desenhar um motivo, você pode perfeitamente reproduzir todos os elementos que o compõe. É mais aconselhável, porém, selecionar alguns deles e simplificar tudo. A simplificação também é útil para criar situações diferentes. Com ela, podemos dramatizar uma cena, sugerir um estado de espírito ou criar uma atmosfera. A simplificação atua decisivamente na composição de uma obra.

 

No exemplo a seguir, podemos observar que: em A, foram colocados todos os detalhes para compor um fiel retrato da realidade, mas isso prejudicou o desenho deixando-o confuso. Em B, foi escolhido o tema central, o principal foco de interesse. Em C, o foco de interesse foi situado no contexto, selecionando-se os elementos que o complementam. Em D, os detalhes supérfluos foram eliminados para valorizar o essencial. Neste caso, a carroça interrompia a linha do caminho, que é um elemento importante da composição, pois conduz os olhos do observador para a casa, principal foco de interesse. A simplificação pode ainda ajudar muito a esclarecer ou enfatizar a mensagem de uma obra. Imagine uma cena com duas pessoas nadando lado a lado; se for incluído qualquer outro elemento, como um barco à distância, confundirá o observador e desviará sua atenção do tema central.

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A Seção Áurea

Conhecida pelo menos desde o século III a.C., a seção áurea, também chamada no período do Renascimento no século XV de divina proporção ou corte de ouro, é uma das formas mais utilizadas para dividir o espaço de um desenho. Expressa uma razão entre duas partes, onde a menor está para a maior assim como a maior está para o todo. Os lados de um retângulo ou quadrado da seção áurea exprimem essa razão. Se você dividir uma superfície retangular de acordo com a fórmula da seção áurea, verá que a proporção do retângulo ou quadrado menor em relação ao maior é igual à do retângulo ou quadrado maior em relação ao todo. As divisões podem ser feitas indefinidamente, até chegar-se ao menor quadrado ou retângulo, que ainda manterá as proporções da fórmula básica.

 

Embora as subdivisões conservem a mesma proporção, nenhuma delas tem o mesmo tamanho. Portanto, é possível, com a seção áurea, fazer uma série infinita de pontos desigualmente espaçados ou de divisões, nos quais você pode basear sua composição. Assim conseguirá dar a obra harmonia e equilíbrio, evitando repetições monótonas. Dinâmica e harmoniosa, a seção áurea integra as noções aparentemente opostas de permanência e transformação. Expressa uma síntese de ambas, a permanência na transformação ou a transformação na permanência, pois ela é uma relação constante entre fatores físicos sempre novos e diferentes.

A cada nível de redução, novas áreas proporcionais se destacam como formas únicas e não-repetitivas, partes de uma mesma totalidade espacial. E na medida em que avança o processo de divisão, com maior número de partes tomando sua forma específica, mais se revela a íntima coerência do conjunto, a totalidade sendo caracterizada por partes individuais que surgem como etapas de um processo de crescente e coerente diferenciação.

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A proporção da seção áurea se origina na divisão do círculo em dez partes iguais (A). Ligando-se três partes formamos o lado maior “M”; o raio do círculo dá o lado menor “m”. A partir de tais medidas constrói-se um retângulo que apresenta propriedades bastante particulares.

A divisão sempre resulta em partes proporcionais que são fisicamente desiguais e invertidas, alternadamente, em sentido espacial. Projetada, essa progressão se configura como uma espiral (B), que é uma forma análoga de expansão, e remete para uma idéia das imensas distâncias e magnitudes do universo cósmico, e para as igualmente imensas distâncias e magnitude do universo orgânico. Para extrair a seção áurea basta projetar o lado menor “m” do retângulo sobre o lado maior “M”, isso dividirá o retângulo em um quadrado e um retângulo menor. A linha que divide essas partes é a seção áurea.

 

O Rebatimento do Retângulo

Outra forma simples que você pode adotar para dividir um espaço de pintura é o rebatimento do retângulo. Assim como na seção áurea, a fórmula do rebatimento pode ser repetida indefinitivamente para determinar os elementos-chaves de um desenho. Basta dividir com diagonais os retângulos obtidos, para encontrar pontos de interseção cada vez menores e mais numerosos. Não se preocupe em aplicar rigidamente as regras do rebatimento do retângulo ou da seção áurea. Considere-as apenas como valiosos auxiliares para planejar sua composição. Você também não precisa calcular as medidas com precisão geométrica, basta aproximá-las do ideal.

 

O rebatimento de um retângulo é feito projetando o lado menor sobre o maior partindo de um mesmo eixo (canto). Você pode também calcular o rebatimento dos dois lados do retângulo. Ao obter o ponto de rebatimento, trace uma linha vertical para identificá-lo. Traçando linhas diagonais a partir dos cantos do retângulo, você criará pontos de interseção dessas linhas com as linhas de rebatimento. Estes pontos são ideais para abrigar elementos-chaves da composição.

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Exercícios Propostos

Com os conhecimentos adquiridos nesta aula, você já estará preparado para realizar trabalhos mais complexos, pois a composição é um dos elementos visuais que mais desenvolve a visão espacial. As regras de composição não são inflexíveis, e devem servir como orientação para auxiliar suas pretensões dentro de uma composição. O conhecimento das técnicas de composição o ajudará a estabelecer a melhor maneira de enquadrar, de iluminar, de se apropriar dos contrastes e de projetar toda a sua intenção no seu trabalho.

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Como treinamento, procure reunir alguns objetos domésticos que contenham uma mistura de formas básicas e desenhe-os, usando os métodos de construção apresentados neste módulo. Desenhar os objetos de sua própria casa é interessante, pois o obriga a olhar de fato para aquelas coisas que, de tão familiares, acabam passando despercebidas aos olhos. Você verá que mesmo um bule de café ou um sapato têm características que só se revelam quando são desenhados.

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Nas composições de paisagens, tenha sempre em mente a divisão dos planos, a perspectiva adequada e a tonalidade ideal que o desenho pede. Utilize imagens compostas por vários elementos e faça uma simplificação, utilizando somente aqueles que são mais interessantes. Utilize a técnica do rebatimento e da seção áurea para destacar os elementos principais dos motivos. Estas técnicas também podem ser estudadas em análises de obras de outros artistas, pois observando como ela foi aplicada em um determinado trabalho, você estará se condicionando para produzir com mais confiança.

 

A composição deve ser estudada de forma permanente, pois sempre que estiver criando um desenho ou transferindo para um desenho uma imagem que lhe agrade, você estará praticando seus conhecimentos compositivos.

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Ao elaborar uma composição, procure sempre se perguntar se ela contém os elementos principais que a tornam atraente e interessante. Você deve se perguntar: Aqui existe harmonia? Entre os elementos existe contraste? Olhando num todo, existe equilíbrio? Existe unidade? O tema principal foi bem explorado?

Se estas perguntas forem respondidas de forma positiva, os seus objetivos na realização do trabalho analisado foram atingidos.

 

Agora que você já esta conhecendo o que a composição pode fazer com o seu desenho, pode seguir para a Aula 6 – Como Criar Texturas.

 

 

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